Sustentabilidade – IBR Engenharia https://ibr.chedidesign.com.br We are family Fri, 27 Jun 2025 13:11:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://ibr.chedidesign.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-ibr-favicon-32x32.png Sustentabilidade – IBR Engenharia https://ibr.chedidesign.com.br 32 32 Gestão de Obras: do orçamento às tecnologias https://ibr.chedidesign.com.br/gestao-de-obras-do-orcamento-as-tecnologias/ Thu, 10 Oct 2019 22:25:09 +0000 https://ibr.chedidesign.com.br/gestao-de-obras-do-orcamento-as-tecnologias/ Foi-se o tempo em que gerenciar uma obra era algo feito por alguém com pouco conhecimento técnico e tecnológico. Desde o orçamento até o planejamento, execução e uso de tecnologias o processo da construção civil está evoluindo muito e muito rápido.

Das ferramentas à forma de se gerenciar um projeto muita coisa está mudando no cenário. Basta passar por algumas obras nas ruas e observar que o canteiro de obras mudou, desde as pequenas construtoras até grandes incorporadoras, nota-se mudança na estrutura e tempo de construção.
Orçamento: a ferramenta onde tudo começa

Segundo o Sinapi – Índice Nacional da Construção Civil – o custo da construção, depois de uma variação muito grande em 2016, voltou a estabilizar. Porém, o país não chega a mostrar uma estabilidade no custo, o que compromete ainda mais o empenho em uma construção orçamentária.
Gráfico da FIESP sobre a variação do SINAPI entre os anos de 2014 a 2018.

Estudos realizados pela consultoria Deloitte junto à construtoras aponta um desvio médio de 21,7% entre o orçado e o custo real de uma obra. O que nos faz pensar que a imprecisão orçamentária em obras é um fator de risco elevado a ser considerado no projeto.
Custos: Uma fonte de oportunidades

Um termo importante a ser levado em consideração ao se falar de custos são os steakholders, ou os envolvidos em uma obra. Sabemos que são diversas as possibilidades de terceirização dentro do ambiente desde o projeto ao canteiro de obras, até a entrega final ao consumidor. A consequência desse fator é, por vezes, desalinhamento entre os envolvidos e a devida organização das etapas de uma obra.

Assim, é importante levar em conta duas áreas importantíssimas dentro do projeto:

1. Planejamento: precisa ter visão holística do projeto e dimensionar os custos com a maior precisão possível. Entender como e quando os insumos devem chegar à obra e ter parceiros confiáveis para cumprir essas entregas.
2. Compras: ter a devida capacidade de avaliação na relação custo x benefício. Nem sempre o mais barato é o que entrega com maior qualidade, o que pode comprometer etapas; assim como a logísitica desse fornecedor pode travar todo o planejamento feito.

Planejamento: onde pode morar o sucesso do empreendimento

O bom planejamento é aquele que considera o cronograma, mas também fatores importantes como:

Responsabilidades Ambientais:

Resíduos sólidos são um dos grandes problemas da construção civil em todo o mundo. Ter a preocupação com este critério não é apenas uma questão de ordem ambiental, mas de responsabilidade com o planeta que vivemos. É de ordem prática e de custos pensar e organizar como e quando será feito o descarte dos resíduos, bem como as possibilidades de reaproveitamento de muitos desses resíduos em toda a cadeia.

Veja como a I-BR atua dentro da responsabilidade ambiental.

Responsabilidades Trabalhistas e Sociais:

Mais do que uma obrigação legal, a compreensão humana de gestão é importante e cada vez mais relevante no processo de gestão de obras. A mão-de-obra também é consumidora de tecnologias e tem capacidade de executar muitas coisas a partir dela. A partir disso, levar em consideração as responsabilidades e as facilidades tecnológicas também é um canal facilitador de gestão.

Veja como a I-BR atua facilitando a integração entre as pessoas.

Responsabilidades com o Consumidor:

O mercado consumidor mudou e exige cada vez mais que as organizações e projetos estejam em conexão total com a forma de pensar do consumidor final. Isso impacta diretamente não só na entrega final, mas em todo o processo construtivo e de fornecedores. Compreender que há a responsabilidade de entrega no prazo já não é o suficiente no mercado atual, é preciso entregar mais e para tanto, planejar todos os pontos alinhando estratégias de construção e marketing tornam-se fundamentais para o destaque e manutenção no mercado, cada vez mais.

Responsabilidades Financeiras:

Recursos financeiros são sempre sensíveis em qualquer projeto. Desde a oscilação de valores de insumos até mesmo pelo pagamento de equipe e fornecedores, tomar o cuidado com os custos e investimentos envolvidos pode ser fator decisivo para o sucesso de um empreendimento ou não. Portanto, o uso de ferramentas que dão a capacidade de planejar e monitorar o processo produtivo do projeto tornam-se cada vez mais fatores decisivos no crescimento das construtoras, incorporadoras e/ou empreendedoras.
Cronograma: do financeiro à execução

Considerando os valores listados e organizados em um planejamento, aliado aos riscos de variação levantados. Já tendo os fornecedores e envolvidos devidamente alinhados, chega o momento de ter um cronograma de pagamentos, entregas, contratações e de todo o processo.

Uma boa forma de manter isso tudo alinhado é a utilização de tecnologias como BIM para planejar e ter um cronograma em tempo real sendo mostrado em qual etapa a obra deverá estar naquele dia e horário, e se não está, as razões pelas quais foram encontrados gargalos no processo para que se possa evoluir no processo de planejamento de obras futuras, ou ainda, reajustar o cronograma da obra.
Tecnologias na obra: do escritório ao canteiro

O universo da transformação digital é presente em nossas vidas. Basta a gente se questionar em como fazíamos para pedir uma pizza há poucos anos atrás e como fazemos isso nos dias atuais. Ou ainda, como assistimos televisão, ou uma série de outros exemplos possíveis.

Não é diferente dentro do universo da construção civil. Sabemos que é um mercado bastante tradicional, porém, não é um mercado ignorante. Sendo assim, é incapaz de ignorar a presença da tecnologia como elemento de capacitação e empoderamento dos profissionais, bem como de redução de custo e tempo do projeto.

Entre tantas que existem uma de grande destaque é a BIM que aproxima ao máximo da realidade o orçamento e o planejamento da obra. Ao pensar no formato 4D, temos a visão gráfica e aprofundada da obra, podendo observar em detalhes cada etapa. No caso do 5D, pode-se ir além, atuando ativamente na orçamentação e no planejamento da obra como um todo. Sendo não só uma possibilidade de planejar, mas também de gerir a obra como um todo.

Ficou com dúvidas ou quer falar sobre as possibilidades das tecnologias na construção civil? Entre em contato conosco.

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Sustentabilidade: o concreto pode ser reciclado https://ibr.chedidesign.com.br/sustentabilidade-o-concreto-pode-ser-reciclado/ Thu, 05 Apr 2018 22:25:09 +0000 https://ibr.chedidesign.com.br/sustentabilidade-o-concreto-pode-ser-reciclado/ A construção civil é uma atividade que engloba diversas ações e quase todas não sustentáveis. Só a extração das matérias-primas do concreto comum – água, areia, pedras, além de substâncias calcárias e argilosas – já é um grande problema, mas o descarte inapropriado da massa fabricada é o que tem gerado mais impactos negativos contra a natureza.

Estima-se que, atualmente, 10% de todo o material que é entregue nos canteiros de obra é desperdiçado devido à deficiência nos processos de construção. De toda essa quantidade de resíduos, 90% poderia ser reciclado. Infelizmente, no Brasil, só 5% do entulho passa por um processo assim. Mas estudos recentes apontaram que o concreto é um material que poderia ser reciclado. Portanto, com a evolução tecnológica, é provável que ocorra uma mudança muito rápida desse quadro, tornando as construções bem mais “eco-friendlies“. Entenda como isso seria possível.

“Em média, de 2% a 3% de tudo que uma concreteira produz acaba retornando para as plantas e é descartado como resíduo. Estimando uma produção nacional de concreto usinado perto de 40 milhões m³/ano, é gerado cerca de 1 milhão de m³ de resíduos em todas as concreteiras brasileiras.” – engenheiro Luiz de Brito Prado Vieira, consultor especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, em reportagem de Mapa da Obra.

Os benefícios da reciclagem do concreto

Reciclar concreto nada mais é do que usar resíduos de uma construção ou de uma reforma para substituir parcialmente ou totalmente os materiais de uma nova mistura de concreto. Já existe o registro de projetos que utilizaram o concreto reciclado em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Os benefícios disso são inúmeros, principalmente para o meio ambiente. Primeiro, pela redução do uso de recursos naturais. Segundo, pela redução da poluição nas grandes cidades, através de uma menor emissão de gases poluentes na atmosfera.

O concreto reciclado é sempre uma ótima solução para o destino dos resíduos gerados pela construção civil e pode ser empregado para as mais diversas finalidades. Por exemplo, a técnica RCD – Resíduos de Construção Civil e Demolição – utiliza certos materiais como uma alternativa para a execução de camadas de base. Isso tem relação com o estudo do pesquisador Daniel Simiele, da Universidade Estadual Paulista, que inventou um jeito diferente de produzir concreto. Ele serviria para compor camadas para vias de tráfego de veículos ou blocos intertravados para pavimentações de calçadas.

Os tipos de concreto que podem ser reciclados

Praticamente todos os tipos de concreto podem ser reciclados, tanto em estado fresco quanto endurecido. Os mais comuns são aqueles residuais de centrais dosadoras e os provenientes de RCD. Já as exceções são muito óbvias. Não é possível aproveitar um material pigmentado ou com substâncias contaminantes, como o sulfato de cálcio, a madeira e o vidro, que podem comprometer as propriedades da nova massa. Na fabricação de elementos estruturais, o cuidado na especificação da dosagem deveria ser redobrado. Um estudo aprofundado apontaria melhor a verdadeira resistência, durabilidade e capacidade de deformação, sem fissuras, da mistura.

Como é feita a reciclagem do concreto

Existem equipamentos adequados para se fazer a reciclagem do concreto. Na Alemanha, cientistas do Instituto de Física das Construções de Holzkirchen desenvolveram uma técnica de fragmentação eletrodinâmica onde raios disferem descargas elétricas para implodir os componentes residuais. Mas esse não é o processo mais tradicional realizado nas recicladoras ou em canteiro de obras. Na verdade, o normal é a trituração do material através do uso de britadores – de mandíbula ou de impacto – especificamente desenvolvidos para essa finalidade. Comprar e manter espaços físicos para esse tipo de equipamento é o maior desafio para as pequenas construtoras.

As centrais especializadas em fazer a reciclagem do concreto necessitam ter tanto aparato quanto mão de obra técnica especializada. É como uma pequena mineradora. O material é levado à usina por caminhões. Lá, primeiramente, o entulho passa por esteiras rolantes e britadores, onde é separado e quebrado.

Depois, por peneiras e classificadores de granulometria, onde passa a ser lavado, peneirado e classificado. Muitas vezes, o produto final lembra uma areia grossa, que já pode ser diretamente encaminhada para reuso e empregada na produção de um novo concreto. O agregado de concreto reciclado é, então, misturado à areia, à água e ao cimento para fazer o concreto fresco.

“Uma adição de até 25% de agregado reciclado no agregado normal não influencia a qualidade do produto.” – Tarcísio de Paula Pinto, consultor de gestão de resíduos da construção – em entrevista de PiniWeb.

Fontes: Arch Trends, Pensamento Verde, Mapa da Obra, PiniWeb.

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