Gerenciamento de Projetos – IBR Engenharia https://ibr.chedidesign.com.br We are family Fri, 27 Jun 2025 13:11:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://ibr.chedidesign.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-ibr-favicon-32x32.png Gerenciamento de Projetos – IBR Engenharia https://ibr.chedidesign.com.br 32 32 Gerenciamento de Projetos: o que é PMI, PMBOK e PMP? https://ibr.chedidesign.com.br/gerenciamento-de-projetos-o-que-e-pmi-pmbok-e-pmp/ Thu, 05 Apr 2018 22:25:09 +0000 https://ibr.chedidesign.com.br/gerenciamento-de-projetos-o-que-e-pmi-pmbok-e-pmp/ Fonte: Pixabay.

Quando falamos em Gerenciamento de Projetos algumas pessoas tendem a achar que estamos falando do gerenciamento da confecção dos projetos de engenharia, como projetos arquitetônicos, estruturais, complementares, entre outros, sendo que, na verdade, entendemos por projeto tudo aquilo que tiver como resultado um produto ou serviço, que durar um tempo (ou seja, com início, meio e fim) e ainda que vai ter pessoas envolvidas.

Então, dentro deste conceito, projetos tem um sentido bem mais amplo, por exemplo: as suas férias tão sonhadas podem ser um projeto, um evento importante, a construção de um motor, a construção de um avião e principalmente uma obra de construção civil – todos estes exemplos se encaixam perfeitamente na definição de projeto.

O Gerenciamento de Projetos é basicamente a utilização de várias ferramentas e a administração de várias áreas que influenciam diretamente nos projetos, assim tendendo de forma gerencial conduzi-los para o sucesso.

Histórico

Posto isto, sabemos que projetos existem e são realizados desde a antiguidade, como as Pirâmides do Egito e a Muralha da China, por exemplo, mas não há registros de como estes projetos foram controlados e gerenciados. Com o passar do tempo e principalmente com a Revolução Industrial no final do século 19, houve uma grande necessidade de se consolidar o Gerenciamento de Projetos, seus processos e ferramentas. Temos vários pensadores e estudiosos como Henry Gantt (o responsável pelas barrinhas coloridas dos cronogramas) e até Frederick Winslow Taylor, que são precursores do que estudamos hoje em Gerência de Projetos.

PMI

Já no final dos anos 60, algumas pessoas nos EUA se reuniram para discutir as melhores práticas em Gerenciamento de Projetos e assim fundaram o PMI – Project Management Institute (Instituto de Gerenciamento de Projetos), que hoje está espalhado pelo mundo todo, inclusive o Brasil. Suas filiais são chamadas de Capítulos (Chapter) – assim temos os Chapters São Paulo, Rio de Janeiro, entre outros.

PMBOK

Já em 1981 os diretores do PMI começaram a desenvolver um guia muito completo, contendo todas as ferramentas e áreas de conhecimento, bem como grupos de processos estudados, para ter um bom resultado em projetos de qualquer natureza e assim criaram o Guia PMBOK – Project Management Body of Knowledge, que hoje está em sua 6ª Edição, que saiu em Setembro de 2017. A cada nova edição, seguindo o raciocínio de melhoria contínua, o PMBOK é atualizado e renovado. O PMBOK é um dos livros mais vendidos no mundo sobre Gerenciamento de Projetos,
consolidando assim sua tamanha importância.

PMP

Quando se estuda muito Gerenciamento de Projetos e se tem um certo tempo de experiência gerenciando projetos de qualquer natureza, é possível obter uma certificação, chamada de PMP – Project Management Professional (Profissional de Gerenciamento de Projetos ou simplesmente Gerente de Projetos), através de uma difícil prova. Esta certificação é emitida pelo PMI e é reconhecida mundialmente. Além da prova, há a necessidade de se comprovar o mínimo de 4.500 horas de experiência na área.

Esta certificação é tão importante que algumas empresas exigem dos seus candidatos e existem escolas especializadas em cursos preparatórios para tal.

Referências:
● Carvalho, M. M.; Rabechini Jr., R. Fundamentos em Gestão de Projetos: Construindo Competências para Gerenciar Projetos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
● ©2013 Project Management Institute. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBoK®) — 5ª Edição
● Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Gestão de Obras: do orçamento às tecnologias https://ibr.chedidesign.com.br/gestao-de-obras-do-orcamento-as-tecnologias/ Thu, 10 Oct 2019 22:25:09 +0000 https://ibr.chedidesign.com.br/gestao-de-obras-do-orcamento-as-tecnologias/ Foi-se o tempo em que gerenciar uma obra era algo feito por alguém com pouco conhecimento técnico e tecnológico. Desde o orçamento até o planejamento, execução e uso de tecnologias o processo da construção civil está evoluindo muito e muito rápido.

Das ferramentas à forma de se gerenciar um projeto muita coisa está mudando no cenário. Basta passar por algumas obras nas ruas e observar que o canteiro de obras mudou, desde as pequenas construtoras até grandes incorporadoras, nota-se mudança na estrutura e tempo de construção.
Orçamento: a ferramenta onde tudo começa

Segundo o Sinapi – Índice Nacional da Construção Civil – o custo da construção, depois de uma variação muito grande em 2016, voltou a estabilizar. Porém, o país não chega a mostrar uma estabilidade no custo, o que compromete ainda mais o empenho em uma construção orçamentária.
Gráfico da FIESP sobre a variação do SINAPI entre os anos de 2014 a 2018.

Estudos realizados pela consultoria Deloitte junto à construtoras aponta um desvio médio de 21,7% entre o orçado e o custo real de uma obra. O que nos faz pensar que a imprecisão orçamentária em obras é um fator de risco elevado a ser considerado no projeto.
Custos: Uma fonte de oportunidades

Um termo importante a ser levado em consideração ao se falar de custos são os steakholders, ou os envolvidos em uma obra. Sabemos que são diversas as possibilidades de terceirização dentro do ambiente desde o projeto ao canteiro de obras, até a entrega final ao consumidor. A consequência desse fator é, por vezes, desalinhamento entre os envolvidos e a devida organização das etapas de uma obra.

Assim, é importante levar em conta duas áreas importantíssimas dentro do projeto:

1. Planejamento: precisa ter visão holística do projeto e dimensionar os custos com a maior precisão possível. Entender como e quando os insumos devem chegar à obra e ter parceiros confiáveis para cumprir essas entregas.
2. Compras: ter a devida capacidade de avaliação na relação custo x benefício. Nem sempre o mais barato é o que entrega com maior qualidade, o que pode comprometer etapas; assim como a logísitica desse fornecedor pode travar todo o planejamento feito.

Planejamento: onde pode morar o sucesso do empreendimento

O bom planejamento é aquele que considera o cronograma, mas também fatores importantes como:

Responsabilidades Ambientais:

Resíduos sólidos são um dos grandes problemas da construção civil em todo o mundo. Ter a preocupação com este critério não é apenas uma questão de ordem ambiental, mas de responsabilidade com o planeta que vivemos. É de ordem prática e de custos pensar e organizar como e quando será feito o descarte dos resíduos, bem como as possibilidades de reaproveitamento de muitos desses resíduos em toda a cadeia.

Veja como a I-BR atua dentro da responsabilidade ambiental.

Responsabilidades Trabalhistas e Sociais:

Mais do que uma obrigação legal, a compreensão humana de gestão é importante e cada vez mais relevante no processo de gestão de obras. A mão-de-obra também é consumidora de tecnologias e tem capacidade de executar muitas coisas a partir dela. A partir disso, levar em consideração as responsabilidades e as facilidades tecnológicas também é um canal facilitador de gestão.

Veja como a I-BR atua facilitando a integração entre as pessoas.

Responsabilidades com o Consumidor:

O mercado consumidor mudou e exige cada vez mais que as organizações e projetos estejam em conexão total com a forma de pensar do consumidor final. Isso impacta diretamente não só na entrega final, mas em todo o processo construtivo e de fornecedores. Compreender que há a responsabilidade de entrega no prazo já não é o suficiente no mercado atual, é preciso entregar mais e para tanto, planejar todos os pontos alinhando estratégias de construção e marketing tornam-se fundamentais para o destaque e manutenção no mercado, cada vez mais.

Responsabilidades Financeiras:

Recursos financeiros são sempre sensíveis em qualquer projeto. Desde a oscilação de valores de insumos até mesmo pelo pagamento de equipe e fornecedores, tomar o cuidado com os custos e investimentos envolvidos pode ser fator decisivo para o sucesso de um empreendimento ou não. Portanto, o uso de ferramentas que dão a capacidade de planejar e monitorar o processo produtivo do projeto tornam-se cada vez mais fatores decisivos no crescimento das construtoras, incorporadoras e/ou empreendedoras.
Cronograma: do financeiro à execução

Considerando os valores listados e organizados em um planejamento, aliado aos riscos de variação levantados. Já tendo os fornecedores e envolvidos devidamente alinhados, chega o momento de ter um cronograma de pagamentos, entregas, contratações e de todo o processo.

Uma boa forma de manter isso tudo alinhado é a utilização de tecnologias como BIM para planejar e ter um cronograma em tempo real sendo mostrado em qual etapa a obra deverá estar naquele dia e horário, e se não está, as razões pelas quais foram encontrados gargalos no processo para que se possa evoluir no processo de planejamento de obras futuras, ou ainda, reajustar o cronograma da obra.
Tecnologias na obra: do escritório ao canteiro

O universo da transformação digital é presente em nossas vidas. Basta a gente se questionar em como fazíamos para pedir uma pizza há poucos anos atrás e como fazemos isso nos dias atuais. Ou ainda, como assistimos televisão, ou uma série de outros exemplos possíveis.

Não é diferente dentro do universo da construção civil. Sabemos que é um mercado bastante tradicional, porém, não é um mercado ignorante. Sendo assim, é incapaz de ignorar a presença da tecnologia como elemento de capacitação e empoderamento dos profissionais, bem como de redução de custo e tempo do projeto.

Entre tantas que existem uma de grande destaque é a BIM que aproxima ao máximo da realidade o orçamento e o planejamento da obra. Ao pensar no formato 4D, temos a visão gráfica e aprofundada da obra, podendo observar em detalhes cada etapa. No caso do 5D, pode-se ir além, atuando ativamente na orçamentação e no planejamento da obra como um todo. Sendo não só uma possibilidade de planejar, mas também de gerir a obra como um todo.

Ficou com dúvidas ou quer falar sobre as possibilidades das tecnologias na construção civil? Entre em contato conosco.

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